terça-feira, 15 de novembro de 2016

Olha o nosso novo livro: capa e apresentação


Capa: Evelin - apoio: Maeivi

Apresentação:

Acaba de "nascer um novo livro. um livro de poemas que começou sua história em diálogo com versos de poetas diversos. Poetas à vista: um mar de temas e formas "nasceu" das leituras poéticas inspiradora que nós, duas turmas de quinto ano e nossas professoras, fizemos na sala de aula.
Poetas à vistade Carlos Queiroz Telles nos ajudou a colocar no papel essas ideias malucas que sacodem nossas cabeças; “Tem tudo a ver”, poema de Elias José nos ajudou a fazer versos com dores e alegrias,/ com as cores, as formas, os cheiros,/ os sabores e a música do mundo. Outro poema que nos inspirou foi Ciclo Lunar de João Marino Vieira, poeta que veio à nossa sala para uma roda de poesia. Urgentee A primavera endoideceu, de Sergio Capparelli foram dois poemas visuais que lemos e tivemos muita vontade de imitar. Assim, estes e muitos outros poemas e poetas nos ajudaram a escrever o nosso “pequeno-grande” livro que também foi por nós ilustrado.
Autores e organizadoras.









terça-feira, 19 de julho de 2016

De novo... Poesia

Mais uma roda poética na EEB "Irmã Edviges". Hoje, pela manhã, novamente recebemos o caríssimo poeta João Marino Vieira  pra falar A e DA poesia. "Caminho da paz", "Ciclo lunar" e  "O jardineiro" foram alguns dos seus poemas que pudemos ouvir e fruir. Outros poetas entraram na roda por meio de seus poemas: Pablo Neruda, Manoel de Barros, Ricardo Azevedo, Maria Dinorah, Sergio Capparelli. Buscamos alguns haicais guardados que tínhamos escrito em tempos passados... Compartilhamos. A Gabriele abriu generosamente seu diário poético, mostrou alguns dos seus poemas  preferidos.
A poesia faz surgir a "melhor" palavra"!
Poeta, muito obrigado!




Ciclo lunar

Quando me descobri criança
Achava-me entre rodas e danças
Brincando fui aprendendo
Lua nova fui me fazendo
Um aro no ar
A imensidão por devassar
O sol por descobrir
A vida toda por vir

E crescendo fui criança
O sol foi se revelando
Lua crescente fui me tornando
Numa brincadeira que não cansa
Quando me descobri adolescente
Fui feito lua crescente
Sempre mais luz irradiando
Sempre a luz alheia buscando

Crescendo fui eu
Crescendo foi-se o sol
Até que em mim ardeu
A luz do pleno sol
Quando me descobri amando
Meu jovem coração se encheu
feito lua cheia prateando
refletindo a luz dos olhos teus

Mas o sol continuou girante
E no giro foi se escondendo
E eu, lua minguante,
Fui aos poucos desacendendo
Sem o sol fui escuridão
No escuro fui solidão
E só me reencontrei
Feito aro cintilante
Suspenso na imensidão

(VIEIRA,2007, p.22)


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Inventando histórias

Animais que se comportam como gente. Qualidades e defeitos humanos que são (re)pensados quando expressados na ficção. Moral da história. Uma fábula lida, outra fábula inventada com o colega de classe. O registro para compartilhar.
Nossas histórias  serão registradas em "comentários".
Turma do 4o. ano/2015.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Mais poesia na escola!

Desta vez foi o poema O que tem a rosa? escrito pela querida  Eloí Elisabet Bocheco. A leitura desse poema foi também inspiração para os alunos do 4o. ano ensaiarem seus versos.
-  Ah! Que lindo! Professora, lê também o da Açucena, do Amor-perfeito da Violeta ...


O que tem a rosa?

- Rosa de maio,
  quem te desfolhou?
- Foi o vento leste
  que por aqui passou.

- Rosa encarnada,
  quem te incendiou?
- Foi o sol nascente
  que aqui chegou.

- Rosa lilás,
  quem te semeou?
- Foi um passarinho
  que pra cá voou.

- Rosa branca,
  quem te feriu?
- Foi a chuva de granizo
  que ontem caiu.

- Rosa amarela,
  por que não abriu?
- Por causa da lua nova
  que ainda não saiu.

BOCHECO, Eloí Elisabet. O que tem a rosa? In: BOCHECO, Eloí Elisabet. Cantorias de jardim. Ilustrado por Elma. São Paulo: Paulinas,2012.






segunda-feira, 29 de setembro de 2014

No meio do caminho


No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.


Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.



Carlos Drummond de Andrade
In Alguma Poesia
Ed. Pindorama, 1930.
© Graña Drummond

Disponível em: http://www.algumapoesia.com.br/drummond/drummond04.htm. Acesso em 29/09/2014.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Poema que os alunos do 3o. Ano estão lendo....

Se as coisas fossem Mães
 Sylvia Orthof 
 
 Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas,
O céu seria sua casa, casa das estrelas belas.
Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos,
O mar seria um jardim e os barcos seus caminhos.
Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas,
Conversaria com a lua sobre as crianças-estrelas,
Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins,
Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins!
 Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes,
pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente.
Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria.
Toda mãe é um pouco fada... Nossa mãe fada seria.
Se uma bruxa fosse mãe, seria mamãe gozada:
Seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada!
Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida,
 Faria chá e remédio para as doenças da vida.
Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras,
 Sentariam comportadas, teriam “boas maneiras”.
Cada mãe é diferente: Mãe verdadeira, ou postiça, mãe-vovó, mãe titia,
Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse.
Dona Mamãe ralha e beija,
Erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora,
Ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa.
Tem até pai que é “tipo-mãe”...
Esse, então, é uma beleza !